Você conhece a ONG Amada Helena?

Em 2013, quando Helena Maffini nasceu, ninguém imaginava o que poderia acontecer. Seus pais, Tatiana e Giovane Maffini estavam juntos a 14 anos quando se preparavam para viver ao lado de Helena. Mas tudo mudou em 17 dias e o que passaram deixou marcas e a determinação de que era preciso propor uma discussão sobre o luto nas famílias em todas as esferas sociais, propondo o acolhimento para quem enfrenta a perda de um filho. Surge então a ONG Amada Helena, junto com a irmã de Tatiana, Flávia Rott.

Organização sem fins lucrativos, a Amada Helena oferece apoio, informação e esperança para pais enlutados desde o ano de 2013, além de buscar ampliar a conscientização da sociedade sobre o luto, suas consequências, ações de enfrentamento, prevenção de complicações e tratamentos. Aqueles que acessam a ONG recebem materiais e podem participar de projetos que permitam a capacitação de profissionais, sendo convidados a desenvolver e exercitar a habilidade de acolher.

Conforme dados da ONG, a mortalidade infantil corresponde a 1,03% do total de nascidos vivos no Rio Grande do Sul, e 0,9% na Macrorregião Metropolitana de Saúde no período de 20143 a 2016. Os óbitos com idade de 01 a 19 anos representam 3,5% do total de mortes no Estado, e 3,9% na macrorregião. Isso representa quase 17 mil famílias gaúchas vivendo o luto e 8 mil na mesma situação na macrorregião.

Dona de casa, Tatiana enfrentou a perda de uma forma transformadora em busca de mais leitos de UTI Neonatal. “Não sou a mesma pessoa que era antes. Ficou a certeza de que é preciso ajudar todos no luto parental. O aprendizado é a transformação social que se pode fazer”, diz. Segundo ela, as situações vivenciadas desde então são estimulantes para continuar em frente. Lembra de uma mãe em particular, que relatou estar ‘morta durante seis meses’ com a perda de seu filho. Foi quando conheceu a ONG Amada Helena e entendeu a superação que cada família precisa enfrentar.

Localizada no bairro Independência, na Rua Tiradentes, 53, a Amada Helena oferece uma estrutura de três psicólogas para atendimento das famílias, um grupo de apoio ao luto parental e atende pelo whatsapp 51.98198.9205. Na sede da ONG existe um brechó de roupas, a coleta de tampinhas variadas e um bazar de diferentes produtos da própria entidade.

A grande expectativa é para a sanção do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, ao projeto 201/2019, da deputada Fran Somensi (PRB), que institui na primeira semana de julho a Semana Estadual de Conscientização Sobre a Causa do Luto Parental no Estado do Rio Grande do Sul. “Se tudo correr bem, em 2020 a semana estará no calendário oficial de 2020. Será um momento de sensibilização social”, comenta Tatiana lembrando que este ano foram feitos vários eventos, em Porto Alegre e Santa Maria – em função das famílias que perderam seus filhos na Boate Kiss – uma exposição fotográfica, um evento com profissionais de saúde, e um fórum para professores.

“Quando criamos a ONG, os movimentos em prol da causa ‘luto parental’ eram praticamente inexistentes e dispersos. Atualmente, notamos que o tema ganhou espaço com o surgimento de novos movimentos e ações articuladas. Queremos fomentar continuadamente o tema”, comenta Tatiana.

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ANGELUS PLANO FUNERAL FAMILIAR

Matriz: Av. Prof. Oscar Pereira, 225
Azenha / Porto Alegre / RS / 51 3235.7400

Filial: Rua Cândido Machado, 362, loja 5
Centro / Canoas / RS / 51 3468.6688

ANGELUS MEMORIAL
E CREMATÓRIO

Av. Porto Alegre, 320
Medianeira / Porto Alegre / RS
51 3235.7474 / 0800 51 2228

ANGELUS SERVIÇOS FUNERÁRIOS

Matriz: Av. Prof. Oscar Pereira, 235 / Azenha
Porto Alegre / RS / 51 3406.1100 / 0800 51 2228

Filial: Av. Venâncio Aires, 1151 (em frente ao HPS)
Bom Fim / Porto Alegre / RS / 51 3331.4000

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